Íncola

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

@marcus.de.roos.photography



Que ai não vai clamar pelo que sabe ou sente? 
Quantos ais tu dirás para guiar a mente? 

Nunca seremos ausentes...

Que o outro 
não saia, 
apenas se assente. 

Pois juntos,
dessa promessa,
seremos residentes.

E que o teu nome,

Ó Senhor,

ressoe com o resplendor,

que só a ti 
pertence.
Maisa Maciel
15.09.19

Cronológica

quinta-feira, 20 de junho de 2019


Imagem: Vincent Bourilhon


Vá, 
artesão da vida, 
ser produtor da tua história...

Voe alto
Voz do mundo 
Voe afora

Não deixe que tudo desapareça,
retoma a memória.

Não há nada concreto que determine o valor 
do ontem, 
do hoje, 
de outrora...

Não há o que meça 
a existência, 
o tempo ou 
a hora...

Vivemos entre nuvens
na véspera do agora.


Maisa Maciel
20.06.19
21h30



Talvez





Talvez eu pudesse te amar
e pressentir o teu instante no meu
como se estivesse bem ali contigo;
como se estivesse em todas as verdades 
que não foram para mim.


Talvez eu dissesse o que os teus olhos me fazem enxergar
e lançasse o fado de não me cansar
em ler as tuas causas pelos cantos,
como se os segundos fossem os mesmos
que um dia me fizeram te encontrar.

Mas veja,

veja como é lindo,
o tempo
na luz
do olhar.

E de tanto querer,

talvez,
já cheguei a te amar.


Maisa Maciel

O significado da vida ou é assim mesmo

terça-feira, 28 de maio de 2019





A vida é assim mesmo... Não há o que fazer... Por que pensar tanto nisso se é o nosso destino. Acalme o teu coração, conforte-se e entenda, temos que nos conformar com a morte e seguir adiante. É assim que funciona.

Mas o sentimento é persistente em seu infinito, se a saudade existe e sufoca, definitivamente há um motivo. Criamos vínculos, amamos uns aos outros e nunca estaremos prontos para este tipo de despedida.

Olha, a melhor maneira de lidar é aceitando, guardando as boas lembranças e seguindo. Caso contrário, podemos enlouquecer.

Sabe o que parece... Parece que filtramos as dores inconsumíveis em fontes palpáveis apenas para sobreviver... Mas, e sobre viver, o que realmente sabemos? Tudo que acontece é para refletirmos, só que a reflexão sempre tão constante, nos põe à prova.

E isso é bom?

Não tenho dúvidas! Ninguém, em sã consciência, quer o seu fim. E o que é a morte, senão a verdade da vida que não queremos enxergar?

Eu não sei. Nossa... São tantas ideias, tantos enredos físicos e espirituais complicados, sendo que o ato é simples e exato. O que nos escondem os que “ensinam”? Será que está tudo muito bem difundido justamente para nos privar do entendimento?

Você também quer a resposta, só não havia percebido ainda... Então, observe profundamente... Observe devagar... Observe com riqueza de detalhes e humildade o esplendor do mundo ao nosso redor...




Espera... Isso é confuso... O que o mundo revela?

 Tudo. A vida não é uma teia de verdades que cada um pode subentender... Mesmo diante de todas as confusões e dos vários pensamentos que surgem por aí, ela é exata. Há uma milimétrica, perfeita e inalcançável projeção em tudo o que nos cerca.

Não sei nem por onde começar a analisar...

Pense na vasta quantidade de animais e plantas que habitam/habitaram nosso planeta, seus ciclos migratórios, seus instintos... Simplesmente, não há falhas.



Tem razão... A não ser as falhas que desenvolvemos com a destruição gananciosa que impulsionamos... Infelizmente.

   Sim... E quanto aos mares e oceanos e sua exímia profundidade influenciada pela lua? Eu disse pela lua, um corpo celeste que orbita no espaço. Isso é extraordinário!



Formidável!

Pois bem... O espaço é complexo, facetado e multiplicador. Quanto mais tentamos decifrá-lo, mais diminutos ficamos diante de uma apavorante condição de infinito. E, falando um pouco mais sobre o que há nele, não consigo nem mesmo estimar quanto tempo demoraria para lhe dizer sobre a imensidão das galáxias, dos planetas e corpos celestes que foram descobertos pela ciência...



Imagina os que ainda nem foram descobertos... Mas, não precisa ir tão longe... Basta olhar o poder do sol!



Ah, sem dúvidas... O sol chega a ser assustador de tão imponente em relação a nós... Contudo, paralelo ao universo, ele não chega a ser um átomo do grão de areia do mar... Bom, dentre tantas coisas, existimos também, graças a exatidão do seu sistema. Caso a terra retrocedesse ou avançasse rumo ao sol em poucos centímetros, não haveria vida por excesso de frio ou de calor. Os movimentos de rotação e translação atrelados a inclinação de seu eixo, fornecem períodos regulares de luz, escuridão, primavera, verão, outono e inverno. Tudo que aqui habita, habita porque as condições vitais são exatas. Nem a mais ou a menos. Não existe a ideia de outra possibilidade. A natureza tem uma projeção cíclica perfeita, as falhas são detrimentos do que causamos.

Quem dera se ao menos uma vez por dia refletíssemos na magnitude que existe a nossa volta... Aliás, quem somos no meio dessa verdade?



Já parou para analisar o corpo humano? Constituído por partes distintas que apresentam formas e funções muito bem definidas e acima de tudo, integradas, o corpo é outra projeção perfeita e síncrona que por diversos fatores como, doenças físicas, psicológicas, acidentes ou o mero acaso, se definha e acaba.

E voltamos aqui para o início da conversa... O momento em que tudo acaba para cada um de nós...

Sim... A partir do instante que nos deparamos com este fato, uma série de hipóteses surgem sobre o único e imponente desejo: viver. Há inúmeras teorias sobre a vida e a morte, e o mais interessante é que todas as possibilidades que criamos nos levam ao funil da exatidão. Lá está ela: certa, precisa, pontual e perfeita.

Então, por que não enxergamos a verdade da vida e sua exatidão? Por que não notamos que a morte é a maior prova de que a vida tem um significado?   

   Egoístas, acostumados, orgulhosos, mentirosos, gananciosos... O que for mais fácil, o que for efêmero, o que for para ontem, o que for bom e disser a meu respeito será o que eu quero... Soa familiar?

Na maior parte dos casos, das pessoas... Com a cegueira da “rotina”, isso acontece até na minha mente.

 Obcecados pelo controle e pelo poder que não temos, tudo que fazemos, é como um esforço para alcançar o vento... A resposta reside profundamente em nós, mas não queremos ver. Quantas vezes durante uma viagem de ônibus, caminhando na rua, indo ou voltando de algum lugar paramos para observar o que a natureza nos revela? Quantas dessas vezes, paramos para pensar que as árvores não são postes, os animais não são feitos de concreto, a luz do dia não é elétrica, o ar não é condicionado, a conversa não é eletrônica e o ser humano não é aquela projeção que sai da tela do celular?

O desequilíbrio tomou conta do mundo. Os significados que estabeleciam relações de reconhecimento, de apreço, valor e importância, não sei por onde foram.

  Há um erro nesta história. Se tudo era para ocorrer num ciclo contínuo, por qual motivo estamos acabando conosco, com a nossa existência? Isso faz sentido para você?

De forma alguma...

Depois de tudo que falamos até aqui, sobre as coexistências ao nosso redor... Pegar os mesmos meios de transporte lotados todos os dias, cansado, obsoleto, defender algumas causas durante a semana, ser feliz às sextas e sábados, resmungar aos domingos, fazer algumas coisas que gosta e se sufocar com outras que detesta, olhar a injustiça, o descaso e tentar se salvar na ideia de sucesso e legado é o sentido da sua vida? Ou, por outro lado, ter tudo o que quiser, fama, dinheiro, poder e viajar o mundo inteiro vivendo cada dia como se fosse o último, até que num dado momento quando tudo acabar, não lembrará nem qual foi o primeiro dia da sua vida... Qual é o sentido de tudo se não lembrar ao menos que um dia chegou a existir?

Nenhum. Fica um vazio enorme só de imaginar...

Por que você trabalha?

Porque preciso de um sustento, um meio para sobreviver

Por que você se alimenta?

Para viver

Por que você respira?

É vital para que eu esteja aqui

Certo, então por que você vive?

...

?

Agora eu sei... Digo, agora comecei a entender...

Falo aqui, com o mais terno e puro amor que há em mim. Agradeço por tudo que já vivenciei e aprendi, por todas as pessoas que conheci, e pelo constante observar da vida que me enche de humildade para reconhecer quem eu sou e o que preciso fazer. Não vamos nos perder em detalhes bobos, histórias mal contadas, fobias e delírios que criamos sem perceber... Há muito mais do que isso! Do outro, ninguém sabe. Assim como o universo, a terra, a natureza e os animais, somos infinitos. Permita o significado da vida a si mesmo. Essas palavras não estão aqui para serem bonitas, impressas, clichês, rentáveis, certinhas... Se você deixar, a vida ensina, guia e ilumina... Aproveite enquanto há tempo para fazer o que é realmente significativo... A observação sincera é o caminho... E no final, a morte é a reflexão de que temos um propósito.
Abra os "olhos" e veja:

Ainda há vida!
E nela, há verdade!
Com amor.
Maisa Maciel
28.05.19
22h20






Fica... Fica mais um pouco

segunda-feira, 20 de maio de 2019


Minutas por aí



Maisa Maciel Rodrigues


Maisa Maciel
20.05.19
19h40

The long trip home

domingo, 10 de março de 2019


The long trip home




Dreams are flames of hope and happiness,
a land far away in my heart.

I can feel your voice coming from the future,
uncontrollable force through time.

I don't know how it will be
I just feel your light that guides me.

Maisa Maciel
10.03.19
21h15

Dandelion

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019


Dandelion





Lá vai 

mundo afora

passageira da vida
amante do tempo

basta um sopro mais intenso
que salta com o vento

sem rumo
nem pertencimento

nas linhas das pétalas
de outros e vários 
jardins.


Desprendida

corre por todos os campos 
lampejando pela relva

beija rosas, margaridas
quanto mais melhor, 
florida.


Foge do impostor
faz sinônimo 
do monossílabo dar,
o amor.


E vive assim
com a falta do que não se tem...


É só mais um meio
ou um caos de ninguém.


Maisa Maciel
02.02.19
8h06






Prece ao mar


Prece ao mar






Universo da terra 
profundo particular
imensidão de gotículas
primoroso mar.

Que o assombro das ondas 
rebentem o cais
como murmúrios de esperança 
nos últimos sinais.

Leve a bruma
sereia do engodo
e ensine a coragem 
a navegar.

Deixe no porto um seguro
E na orla a redenção,
deixe no sal o gosto
do grito de libertação.





Maisa Maciel
07h32
12.01.19